Maresia em João Pessoa não é detalhe: ela age devagar, porém com constância. E, justamente por isso, muita gente só percebe o estrago quando a fachada já está manchada, com trincas, pintura soltando ou ferragens “chorando” ferrugem. Além disso, o vento carrega partículas salinas que se acumulam em superfícies, juntas e cantos. Ou seja, mesmo longe da beira-mar, o efeito pode aparecer com o tempo.
Por outro lado, a boa notícia é simples: grande parte dos problemas nasce de erros repetidos em obra e manutenção. Portanto, quando você entende o que mais compromete as fachadas, fica mais fácil evitar gastos altos. A seguir, você vai ver os principais deslizes que aceleram a deterioração — e, ao mesmo tempo, o que fazer para proteger a fachada em 2026 com decisões mais inteligentes.
Quando a maresia vira problema de verdade
A maresia é composta por microgotas e cristais de sal que se depositam em paredes, esquadrias e elementos metálicos. Em seguida, com umidade, chuva e variação térmica, esse sal favorece corrosão, descolamento e manchas. Ainda que pareça apenas “sujeira”, ela interfere na vida útil dos materiais.
Além disso, quando existe falha de vedação, fissura ou acabamento inadequado, a maresia encontra caminho para entrar. Então, o que era superficial vira um problema estrutural de manutenção, especialmente em pontos de encontro entre materiais.
Erro que mais destrói fachada: pintura comum onde deveria haver sistema
Um dos erros mais caros é usar tinta inadequada para ambientes agressivos, apostando apenas na estética. Embora a fachada fique bonita no começo, a proteção pode não ser suficiente. Por consequência, surgem descascamento, perda de cor e microfissuras que se ampliam com o tempo.
Em vez disso, a lógica em 2026 precisa ser “sistema”, não “produto”. Ou seja: preparo de superfície, selador correto, massa compatível, acabamento adequado e cronograma de repintura. Além do mais, a qualidade do fundo é tão importante quanto o acabamento final, porque é ali que a água e o sal começam a trabalhar.
Quando o preparo é bem feito, a fachada segura melhor o clima. Ainda assim, sem manutenção preventiva, qualquer sistema sofre. Portanto, é combinação: boa execução + rotina mínima de cuidado.
Ignorar juntas, pingadeiras e detalhes de arremate
Fachada não é só “parede”. Na prática, o que mais falha são os detalhes: juntas, encontros entre materiais, cantos, platibandas, peitoris e pingadeiras. Se a água escorre para onde não deveria, ela carrega sal e infiltra por microaberturas. Depois disso, aparecem manchas, estufamento e trincas.
Além disso, pingadeira mal executada gera um efeito repetitivo: a água volta na parede, suja, mancha e acelera desgaste do revestimento. Por isso, vale insistir em detalhes bem resolvidos desde a obra. Afinal, corrigir depois é sempre mais caro e mais invasivo.
Da mesma forma, juntas de dilatação precisam existir e funcionar. Quando são ignoradas ou “tamponadas” com material errado, a fachada trinca. E, com trinca, a maresia agradece, porque passa a ter um caminho direto.
Não tratar metais e ferragens como “parte do sistema”
Outro erro clássico é deixar metais expostos sem proteção compatível com ambiente litorâneo. Guarda-corpos, parafusos, suportes, grades, estruturas auxiliares e até fixadores pequenos sofrem muito. Entretanto, como são detalhes, acabam esquecidos.
Além disso, existe um ponto crítico: quando você mistura metais diferentes sem cuidado, pode ocorrer corrosão galvânica. Ou seja, a combinação errada acelera a deterioração. Por isso, em 2026, a escolha de materiais precisa considerar compatibilidade e proteção desde o projeto.
Na prática, o caminho é simples: especificar bem, instalar corretamente e fazer inspeções periódicas. Assim, você evita que a fachada “enferruje por dentro” antes mesmo de mostrar sinais grandes.
Falhas de impermeabilização e vedação que parecem pequenas
Umidade é a parceira perfeita da maresia. Então, quando há falhas de impermeabilização em lajes, sacadas, platibandas e encontros de parede, o sal se soma ao problema. E aí o desgaste acelera.
Além disso, vedação ruim em esquadrias permite entrada de água e vento, formando manchas nas laterais das janelas e deterioração das bordas. Muitas vezes, isso começa como “um filete” em dias de chuva com vento. Porém, com repetição, vira infiltração e deteriora o entorno.
Portanto, tratar vedação como detalhe é um erro. Na verdade, ela é parte central do desempenho da fachada. E, quando o assunto é maresia, desempenho é o que separa manutenção leve de reforma pesada.
Escolher revestimento só pela aparência e ignorar manutenção
Revestimento bonito que exige manutenção complexa pode se tornar um problema. Por isso, em João Pessoa, a pergunta não é apenas “fica bonito?”, e sim “como isso se comporta com sal, sol e vento ao longo do tempo?”.
Alguns acabamentos mancham mais, outros seguram sujeira, e certos materiais exigem limpeza específica. Além disso, rejuntes e juntas precisam resistir sem perder flexibilidade. Caso contrário, trinca, entra água e o ciclo recomeça.
Então, a escolha mais inteligente é aquela que equilibra estética e rotina. Dessa forma, você mantém a fachada com boa aparência sem depender de intervenções constantes e caras.
Limpeza errada: quando “lavar” piora a situação
Parece contraditório, mas limpeza mal feita pode destruir fachada. Jato de alta pressão, produto agressivo ou escova inadequada podem remover proteção, abrir poros e acelerar desgaste. Assim, o que era para ajudar acaba virando gatilho para manchas e perda de acabamento.
Além disso, limpeza irregular também prejudica. Se você deixa acumular por muito tempo e depois tenta “resolver de uma vez”, a agressividade da ação aumenta. Por isso, a melhor estratégia é constância: limpeza leve e periódica, com técnica correta, em vez de “ataques” esporádicos.
Em 2026, o ideal é ter um plano simples: periodicidade, método e produtos compatíveis com cada superfície. Assim, a maresia perde força por não ficar acumulada.
Não acompanhar microfissuras: o problema começa pequeno
Fissuras finas são comuns, principalmente por movimentação térmica. Contudo, quando não são monitoradas, elas viram porta de entrada para água e sal. Depois disso, aparecem manchas, estufamento e desplacamento.
Além disso, muitas pessoas “maquiam” fissura com tinta, sem tratar a causa ou sem usar material adequado. Por consequência, a fissura volta e volta maior. Portanto, a abordagem correta é avaliar, tratar e só então finalizar. Assim, você evita retrabalho e prolonga a vida útil do acabamento.
Como evitar em 2026: o que realmente funciona
Evitar que a maresia detone a fachada não é uma única ação. Na prática, é um conjunto de escolhas e rotinas. Para começar, priorize materiais adequados e execução bem feita, porque isso reduz vulnerabilidade. Em seguida, cuide dos detalhes: juntas, arremates e vedação. Além disso, trate metais como parte do sistema, não como “acessório”.
Depois, crie uma rotina de manutenção preventiva. Mesmo simples, ela faz diferença: inspeção visual, limpeza periódica e correção rápida de fissuras e falhas de rejunte. Assim, você interrompe o ciclo antes de ele ficar caro.
Por fim, quando for reformar ou construir, pense no longo prazo. Afinal, o custo de “fazer certo” costuma ser menor do que o custo de “refazer em dois verões”. E, em uma cidade com clima litorâneo, esse raciocínio é ainda mais importante.
Um olhar final que vale dinheiro
Em João Pessoa, a fachada vive um teste diário. Sol, vento e maresia trabalham juntos. Ainda assim, com decisões corretas e manutenção mínima, dá para manter o imóvel bonito e protegido por muito mais tempo. Portanto, o segredo está em antecipar: corrigir detalhes antes que virem problema e escolher soluções que respeitem o ambiente.
Se você quer orientar suas escolhas com mais segurança, a TWS Empreendimentos pode ajudar com recomendações práticas sobre cuidados, materiais e manutenção preventiva no contexto litorâneo. Assim, você preserva o patrimônio e evita surpresas em 2026.












